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Gigante mundial consolida marca

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Uma das maiores fabricantes de condicionadores de ar do mundo voltou seus olhos para o Brasil e América Latina. A chinesa Midea, que tem capacidade produtiva superior a 15 milhões de aparelhos por ano, emprega mais de 70 mil funcionários e fatura anualmente algo em torno de 7,4 bilhões de dólares, anunciou que passará a vender seus produtos no País com marca própria. A Midea do Brasil tem composição societária do Grupo First Premium, presidido pelo empresário Natanael Santos de Souza (60%), e da Midea chinesa (40%). Os investimentos do acionista brasileiro são da ordem de US$ 15 milhões, sendo US$ 7,5 milhões na construção de um Centro de Distribuição em Palhoça (Grande Florianópolis) e US$ 7,5 milhões em peças de reposição e estoques.Os produtos da Midea já são consagrados em mais de 200 países do mundo e os artigos de climatização de marca própria Midea, por exemplo, representam hoje pelo menos 20% do total de aparelhos vendidos. A fabricante chega ao mercado nacional com uma proposta ousada de desenvolvimento tecnológico. A empresa já implantou um departamento de engenharia e desenvolvimento, cuja missão é analisar o mercado e as características climáticas do país, a fim de criar produtos específicos para nossa realidade. O segmento de condicionadores de ar no Brasil passa por um bom momento e há expectativa de forte crescimento. Em 2005, 270 mil unidades de split foram vendidas no Brasil. Em 2006, o número passou para 420 mil. A expectativa é que em 2007 chegue a 600 mil. A empresa acredita que a demanda do mercado brasileiro deve atingir a casa de 1 milhão de unidades anuais até 2010. Nesse cenário, a Midea tem aspirações do tamanho de sua grandeza. A empresa espera conquistar 10% do mercado nacional com sua marca própria. Para 2008, a meta é tomar conta de 15% das vendas totais no segmento de condicionadores de ar split.O momento é particularmente favorável aos modelos split, mais modernos. Até 2004, as vendas vinham se mantendo quase que constantes, com tímida evolução. A partir daquele ano, os números vêm crescendo com maior intensidade. Paralelamente a isso, os condicionadores tradicionais, chamados de “janela”, vêm diminuindo o ritmo. A empresa estima que não haverá crescimento expressivo nas vendas desses modelos. "A aposta se baseia no bom momento do segmento alavancado pelas tendências de crescimento econômico, verões cada vez mais quentes, troca dos modelos antigos pelos modelos tipo split, fácil acesso a crédito, adaptação das novas construções aos novos modelos, preços mais acessíveis dos modelos split e o aumento dos canais de vendas", completa Souza.